Devo pagar dívidas ou guardar dinheiro agora?

Você pode estar se perguntando: “Devo continuar pagando minhas dívidas com afinco ou devo guardar mais dinheiro?”

As duas são boas opções, mas qual é a melhor? Essa é complicada. Sempre que você lida com várias metas financeiras, todas elas buscam sua atenção (e seu dinheiro). Mas existe um método para essa loucura, e é sobre isso que gostaria de falar hoje.

Antes de podermos falar sobre como economizar em emergências ou detonar as suas dívidas, há o problema de suas necessidades básicas:

1. Cubra suas necessidades básicas

Para começar, você precisa cobrir o essencial com o dinheiro que possui atualmente. São coisas que:

  1. São essenciais
  2. São certas de acontecer
  3. Repetem todo mês

Normalmente, são despesas relacionadas à sobrevivência:

  • Mercado
  • Serviços de utilidade pública
  • Aluguel
  • Pagamentos mínimos sobre dívidas

E o quanto estão cobertos? Apenas no próximo mês? Se você se deparar com a incerteza em relação à renda, convém parar nesta etapa e usar seu dinheiro para cobrir esses itens essenciais daqui a alguns meses. Depois de cobri-los, você passa para …

2. Cubra suas despesas pontuais mais necessárias

Essas despesas são as compras que você sabe que estão chegando, mas elas não acontecem todo mês.

Podem ser coisas como:

  • Manutenção do carro
  • Taxa dos bombeiros
  • Seguro de automóvel

Ao analisar o custo total de um mês de sua vida, você deseja incluir essas despesas pontuais. Você pode pensar nisso como prevenção de dívidas futuras. Ao dividir esses custos maiores em partes mensais, não é um grande golpe quando uma conta cara vence. Você já terá o dinheiro reservado e não precisará usar o cartão de crédito.

Por que o básico importa tanto

É fácil ver por que pagar nossas contas mensais é a principal prioridade. Você precisa de um teto e comida para mantê-lo vivo. Mas e as despesas irregulares? É mais difícil reservar dinheiro para reparos no carro quando seu carro parece totalmente bom – especialmente quando você está enfrentando dívidas!

O problema é que, se você não guardar pro conserto do carro agora, isso pode (facilmente) levar a novas dívidas. Não sou esportista, mas uma analogia esportiva é perfeita aqui: imagine um time de futebol muito bom em atacar. Mas quando se trata de sua defesa, o treinador olha pro lado e diz: “Nah, não vamos colocar jogadores em campo”.

Então vão perder! O mesmo acontece com o nosso dinheiro. Você precisa se defender (leia-se: evitar novas dívidas) antes de estar pronto para o ataque (leia-se: quitar dívidas).

3. Construa seu fundo de emergência

Se você pensar bem, sua reserva de emergência é apenas mais um desses gastos maiores e menos frequentes – exceto que você não sabe para que serve. A Lei de Murphy lembra-nos corretamente que as coisas acontecerão (não sabemos quando ou quanto custarão). Talvez a bateria do seu carro novo morra. Talvez seu cachorro maluco se meta machuque. Ou, uma pandemia global inesperada afete diretamente sua receita (me lembra algo…).

Então você deve pagar dívidas ou economizar mais dinheiro? Que rufem os tambores…

Seu fundo de emergência deve vir em primeiro lugar! Você ouviu bem, dívida. Cuidamos de você mais tarde.

Portanto, se você estiver prestando atenção, faça um orçamento nesta ordem:

  1. Necessidades básicas (como aluguel ou pagamentos mínimos da dívida)
  2. Despesas pontuais, mas necessárias (como reparos de automóveis ou economia pra saúde)
  3. Reserva de emergência (você decide o tamanho ideal, com base nas suas circunstâncias atuais)

O quão grande uma reserva de emergência deve ser?

Alguns gurus dizem que uma reserva de emergência deve ter 1 mês de salário para começar, outros recomendam um custo de vida de 3 a 6 meses mais considerável. Sua reserva de emergência pode ser apenas o dinheiro que você tem em mãos no momento.

4. Quando a renda é incerta, aumente a sua reserva

Em meio à incerteza em torno da renda, vale a pena considerar ficar com dinheiro – ainda mais do que você normalmente. No momento, pode ser mais importante saber que você está coberto por alguns meses de despesas essenciais do que recuperar o saldo da dívida.

  • Se você estava planejando um grande pagamento de dívidas, mas sua renda futura é incerta, considere investir esse dinheiro para criar um fundo de emergência maior.
  • Se você estiver no meio do pagamento da dívida, considere recuar se não tiver alguns meses de despesas de subsistência no banco.

Ter mais dinheiro compra mais tempo. Se você estiver enfrentando uma renda reduzida, mais dinheiro lhe dará mais tempo para decidir com calma o que fazer. Isso geralmente resulta em uma melhor tomada de decisão.

No momento, você pode estar sentindo uma perda de controle. Você não pode controlar se vai ou não perder o emprego, receber licença ou ver um corte nos salários, mas ter dinheiro cria mais opções que devolvem parte desse controle. Isso não é apenas poderoso financeiramente, mas emocionalmente também.

Isso ocorre porque o dinheiro no banco é uma certeza concreta e isso pode ser reconfortante. Você pode esticar seu dinheiro, mas não pode esticar o dinheiro que não possui.

Se você já possui uma reserva saudável e sua renda parece estável, não há nada de errado em continuar com o pagamento da dívida conforme planejado. Saiba que não há problema em reduzir e aumentar sua reserva de dinheiro caso algo mude.

5. As coisas mudaram? Mude sua mentalidade

A vantagem dessa abordagem é que, ao priorizar o dinheiro, você não está tomando uma decisão permanente. Se você decidir adiar o pagamento da dívida para construir uma reserva maior em tempos incertos, sempre poderá mudar de idéia mais tarde e dedicar esse dinheiro à dívida quando as coisas ficarem mais estáveis. Mas você não pode mudar de idéia se colocar todo esse dinheiro em dívida agora. Essa é uma decisão mais permanente.